Quinta-feira, Setembro 04, 2008
Eu costumava olhar todos os dias para o céu, procurar estrelas, observá-las na escuridão. Depois, ganhei estrelas no meu céu particular, não mais precisava de janelas ou ruas.
Hoje eu arranco estrelas...
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Sábado, Agosto 09, 2008
chuva sulfurosa.
destrói planos
corrói a vida
e planta pensamentos defeituosos
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Quarta-feira, Maio 28, 2008
Não faltavam jardins...
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Sábado, Abril 12, 2008
coisas que eu não sabia
; que bastaria uma frase pra eu repensar meus preconceitos, que eu desfaria a maioria dos meus preconceitos, que eu saberia das inevitalibidades, que eu era maniqueísta, que existe muito mais, e ainda muito mais; que as pessoas são pessoas, que a maioria das coisas vale a pena, que existe muito por debaixo dos panos, que existe muito no silêncio, que o controle me escapa, que não é suficiente; que emociona, que existe engenhosidade, que existe o complexo, que ele se supera sempre, que vem a negação da negação da negação; rituais, sentidos, esquemas, estruturas, e a alegria de querer mais e além... (...)
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Sábado, Março 08, 2008
ler ou não ler, eis a questão.
se leio, não saio. se saio, não leio.
i want it all.
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Domingo, Dezembro 30, 2007
de certa maneira eu imagino o chá quente em minhas mãos e palavras bonitas chegando pra mim. é o que eu quero, essas palavras boas, esse jeito cativante, sorrisos. acho que vou simplesmente sentar e ler meus livros.
posted by Dina 1:32 AM o que você acha?
Sexta-feira, Novembro 16, 2007
a rua fria e úmida, as calçadas vazias e as luzes, tantas delas. luzes pequenas em grupos, desenhos mal-feitos, tudo em nome de um sentimento. parecia que de repente todo mundo tinha se proposto a fazer parte disso, e todos decoram suas casas, fazem a ceia no 24 à noite, e ganha-se presentes. o que de certa maneira era triste... era triste porque lá estavam todos eles, ano após ano, todos juntos a exultar o que eles chamam de família... o que parecia nada mais do que uma grande mentira. era o mais triste, era triste que pessoas que não se gostavam, de repente passavam a fingir que isso não era verdade, fingiam até os mais sinceros dos sentimentos, e estavam lá a cantar... e a tristeza permanecia. permanecia porque, quando se tenta fugir, é triste do mesmo jeito. e era mais triste ainda porque todos se dispunham a lamentar a morte de quem talvez sequer acreditassem. mas, infelizmente, nesta data apenas se podia transitar pela camada mais superficial de tudo. ninguém se candidata a ser profundo, pois no fundo não há datas, não há sentimentos falsos, não há idéias vagas e muito menos inércia. no fundo é tudo muito intenso.
posted by Dina 9:27 PM o que você acha?
Quinta-feira, Novembro 15, 2007
agora podia botar os pés pra cima
cabeça pra baixo
sentava de ponta-cabeça e lia seus livros
posted by Dina 10:43 AM o que você acha?
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
nesse lugar todo mundo acorda cedo... e eu, que não queria ver a luz do dia...
ao menos não queria suas implicações. se os dias servissem para que eu vestisse roupas confortáveis e saísse a passear, talvez eu aceitasse os raios de sol.
posted by Dina 4:16 AM o que você acha?
Quarta-feira, Outubro 31, 2007
o que se faz, qual é o remédio para todas as dores? o que se toma? como se age quando todas as coisas mais importantes ao seu redor começam a desmoronar? como se transcorreriam os dias?
levanto tarde, com a casa deserta. ninguém se importou em me acordar. abro a porta para o mundo; o que me vem é um vento abafado, predizendo o que há por vir. me sinto mal. me sinto mal e sem maneiras de colocar tudo isso pra fora. me arrasto pelos cômodos; e nada será mais o mesmo. o dia se entristece, como se incomodado pela minha presença. dia feio, e não tarda a chuva a cair... minhas roupas, tenho que olhá-las; e diante da chuva, ora... hoje o céu é quem se lamenta! tenho que escutar seu protesto, vem dizer que nada está certo. toda essa chuva, todo esse caos... estão aqui para denunciar o fim de um mundo. para outro começar. a porta abre e fecha, mas ainda me detenho, olho para a chuva forte, o vento carrega a água, não me importo se me molhar. mas, estranhamente, estou seca. a porta se bate novamente, me convidando a entrar. volto pensativa.
posted by Dina 5:52 PM o que você acha?
Domingo, Outubro 07, 2007
um belo dia entrei em um estado quase que sobrenatural. nada era real, minha cabeça girava, e eu não entendia. algo estava obviamente errado comigo, mas até agora ainda não sei direito. busquei durante dias por algo que nem sabia o que era, mas me parecia certo, parecia ser o que eu deveria fazer. nesse meio tempo, fui desagradável, fui grossa, e tudo o que se pode ser. mas não me arrependo... e cada dia aprendo mais com tudo isso. hoje em dia sei compartilhar, sei tentar me expressar, sei me abrir. as coisas parecem mais fáceis agora. comecei a ter gosto pelo que é verdadeiro, comecei a me explicar. sinceramente me retratei para os olhos que considerava compreensivos... no entanto, não foram todos os que compreenderam. mas vai, sigo em frente. cada dia entendo melhor as coisas e sei com quem posso fazer isso ou aquilo. mas pra mim, nada melhor do que uma boa verdade bem dita.
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Sexta-feira, Setembro 28, 2007
Wind the clock by Charles Bukowski
It’s just a slow day moving into a slow night
it doesn’t matter what you do
everything just stays the same.
the cats sleep it off, the dogs don’t bark,
it’s just a slow day moving into a slow night,
there’s nothing even dying,
it’s just more waiting through a slow day moving
into a slow night.
you don’t even hear the water running,
the walls just stand there
and the doors don’t open…
it’s just more waiting through a slow day moving
into a slow night
like tomorrow’s never going to come
and when it does
it’ll be the same damn thing
[se não sou eu que falo, que falem.]
posted by Dina 9:14 PM o que você acha?
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Ausência - Drummond)
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Quinta-feira, Setembro 20, 2007
slow...
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Terça-feira, Setembro 04, 2007
e teve um dia em que me cansei de inventar mundos, criar lugares especiais, me expressar e colorir minhas paredes com os meus pensamentos, e, como vocês podem imaginar, foi nesse dia que eu morri.
posted by Dina 1:12 AM o que você acha?
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and if you have 5 seconds to spare
then i'll tell you the story of my life...
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